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A tua crónica: "A Descaracterização da Fotografia" por Miguel Ângelo

Catarina Mira por Miguel Ângelo

Catarina Mira por Miguel Ângelo

Nos dias de hoje, o boom da tecnologia e a facilidade de acesso à mesma oferecem a possibilidade de qualquer pessoa poder fotografar.
Todas estas novas tecnologias tornaram a fotografia mais próxima das pessoas, dando-lhes a liberdade para criarem a sua própria perspectiva fotográfica. O que causou mais interesse sobre o mercado profissional da fotografia.
Com toda esta evolução, as marcas começaram a utilizar como fonte de publicidade as redes sociais, essencialmente o Instagram, para promover os seus produtos e serviços, o que reforça ainda mais o poder da fotografia.
Para mim, o ser fotógrafo, tem de ter várias características: o olhar fotográfico, a habilidade de perceber o imperceptível, captar o momento certo com a luz perfeita e, mais importante de tudo, o ser artista. A fotografia é muito mais do que captar uma imagem, é contar uma história, é reproduzir o valor da mesma, é sobretudo criar.
Em relação ao meu trabalho, nunca hei de descaracterizar a fotografia, pois procuro sempre evoluir, inovar e criar.

Miguel Ângelo

Miguel Ângelo

ID Miguel Ângelo

O ano de 2004 marcou a sua saída da Ar.Co, aquela que foi a sua casa de aprendizagem, criação e aperfeiçoamento fotográfico. Assim que se formou, evolui a sua fotografia comercial, publicando as primeiras capas de revista e editoriais de moda. A paixão artística fazia-lhe falta, sendo então que se dedicou à criação de projectos pessoais. Em 2010 inicia o primeiro RAW, marcando assim o começo de uma década dedicada a esta forma de fotografar - livre de pressupostos, ideias pré-concebidas e focada na beleza natural do ser humano. Em 2013 cria o segundo projecto RAW, desta vez com luz natural. Contudo, a curiosidade e a ambição fazem-no rumar à Índia, onde esteve seis meses a dedicar- se a um trabalho comercial. Foi naquele ano de 2014 que deu o seu primeiro passo internacional, com as publicações indianas Harper’s Bazaar e GQ. Regressa a Portugal para continuar os seus vividos projectos pessoais e em 2015 inicia aquele que seria o seu terceiro projecto - CRU - apresentando a sua primeira exposição a solo em 2017. Nesse mesmo ano, em sequência à exposição e devido às exigências do meio artístico, uma nova ideia surge para o seu quarto projecto, Denim. No decorrer do ano de 2018 conquista as 100 capas publicadas e a sua primeira parceria com os projectos RAW com a marca italiana Intimissimi. Maio de 2019 foi o mês que inaugurou a sua segunda exposição a solo, RAW.SPECTIVE. Foi na sala principal do Centro Cultural de Cascais que expôs mais de 100 obras durante 3 meses. Um projecto tailormade com a marca de beauty Urban Decay veio marcar mais uma parceria RAW, em Setembro do mesmo ano.