Crónicas do Fidalgo

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Adeus, Stan Lee!

Sou daqueles miúdos que cresceram com os super-heróis da Marvel pela TV. Homem Aranha, o Incrível Hulk, Thor...

É por isso que presto os meus sentimentos e a minha humilde homenagem à mente por detrás destes ícones, Stan Lee. O homem que criou os nossos super-heróis.

Nasceu em Nova Iorque, em 1922, numa família de imigrantes romenos. Começou por trabalhar na Timely Comics, pouco tempo antes de este grupo de publicações lançar o primeiro número da Marvel, em Outubro de 1939.

Lee inspirava-se em romances negros, policiais e "Westerns", no cinema e na literatura norte-americana.

Era redactor principal da Marvel Comics e, mais tarde, tornou-se seu editor. Na década de 1960 deu uma nova cara à banda desenhada norte-americana, "com a sofisticação dos enredos e dos diálogos, apelando à sátira e à ficção científica", escreve a agência norte-americana Associated Press.

Jack Frost, Blonde Phantom, Destroyer e The Witness estão entre as primeiras personagens que criou, numa altura em que trabalhava por cerca de 50 cêntimos por página e adoptou Stan Lee por assinatura, relembra a Associated Press.

O seu talento e sucesso fizeram com que depressa fosse promovido a director criativo, tendo assumido o comando da criatividade da empresa que, mais tarde, se viria a chamar Marvel.

No perfil distribuído pela agência noticiosa pode ler-se que "Lee é considerado o arquitecto da história contemporânea de banda desenhada. Milhões de pessoas aderiram à improvável mistura de fantasia realista [de Lee] e muitas das suas personagens, incluindo o Homem-Aranha, Hulk e X-Men, tornaram-se estrelas e 'campeãs de bilheteira'", tanto no cinema como em televisão. "Agentes S.H.I.E.L.D" e os "Guardiães da Galáxia" são algumas das suas criações mais recentes.

Em entrevista à Associated Press, em 2006, Lee afirmou que “toda a gente adora coisas maiores do que a vida”.

“Eu penso nelas como contos de fadas para adultos (...). Criei tantos [heróis] que nem os conheço. Escrevi centenas, milhares de histórias", disse. Já em 2017, numa homenagem que lhe foi prestada, contou: "O que fiz, foi tentar escrever histórias que gostaria de ler e, de um modo ou outro, funcionou."

Este ano Stan Lee teve vários problemas de saúde, entre eles uma pneumonia, que terá sido a causa da sua morte.

Termino com um sincero "Obrigado" e com uma frase deste grande senhor, que vou levar comigo para sempre: "With great power there must also come great responsability".