Crónicas do Fidalgo

Passaporte

A aventura em terras de Vera Cruz

Começou um a nova aventura. Estou em missão, em terras dos nossos irmãos para integrar o elenco da nova novela das 7, “Deus Salve o Rei”

José Fidalgo

O que começa por ser uma experiência acautelada, por causa da situação que se vive no Rio de Janeiro, acaba por ser dissipada pela atmosfera que se vive. O clima de festividade que vejo no dia-a-dia desta gente, as praias que estão sempre movimentadas ao som do mar e das músicas que preenchem a atmosfera de alegria, faz com que nos deixemos levar por este espírito de querer viver o momento. Acho que o momento é mesmo o termo mais correto. As pessoas sabem que o perigo existe, as próprias notícias nacionais falam dessa instabilidade. O que para nós, europeus, se tornou num fenómeno, para eles, brasileiros, é uma forma de vida que os leva a pensar que “esta vida são dois dias, e o carnaval são três”.

Com proporções bem diferentes, refiro-me, em primeiro lugar, ao fenómeno que nós portugueses vivemos com os assaltos levados a cabo por grupos que varreram praias na zona de Lisboa, algo que pensávamos que só existia num país como este, onde as discrepância social é enorme. Em segundo lugar, os ataques terroristas que provocaram uma sensação de perigo eminente. Este último ainda não aconteceu no nosso país e espero que tal nunca venha a acontecer (e bato numa mesa de madeira). Tudo isto nos leva a pensar que não podemos deixar de viver nem partir para a ventura em busca dos nossos sonhos, pelo contrário, devemos viver intensamente cada momento como se fosse o último. Este tema levaria a outra discussão, para perceber que valores é que estão em cima da mesa nos dias de hoje. Quais os nossos pilares de construção individual? Em que se devem basear? Como educar as próximas gerações? Que valores podemos passar se nós próprios não sabemos o que fazer connosco face ao que está a acontecer no mundo?

Enfim, de volta ao Rio de Janeiro... É admirável a vida que esta gente tem, É cativante a energia e o calor humano que emanam e por isso mesmo, uma lição de vida para nós.

Por falar em energia, está na hora de me fazer à estrada para ir ao último dia do Rock in Rio.

Engraçado, todo este texto para a acabar no Rock in Rio, No Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro – Cidade nomeada por ter sido descoberta no dia 1º de janeiro de 1502 por Américo Vespúcio, e por julgar-se que a baía da Guanabara fosse a foz de um rio. Na geografia da época, os portugueses não distinguiam estuários de baías, além de estarem acostumados ao formato da baía do Tejo em Lisboa, que se assemelha ao da Guanabara.

Forte abraço.

José Fidalgo