Crónicas do Fidalgo

Motores

O que já foi, o que é, o que será…

Em 2012, tomo a decisão de comprar e costumizar a minha segunda Harley. Uma softail Heritage de 92, já ela toda transformada pelo anterior dono com motor S&S. Tive pena de não ter tirado fotos na altura em que a comprei, mas como a achei tão feia, decidi levá-la imediatamente para a oficina e começar com o trabalho de criação para aquilo que viria a ser a minha menina “Número 13”.


Naquela altura, rolava com a minha sportster Iron 883, já toda transformada, e estava a planear ir a Roma nela para celebrar o 103º aniversário da Harley Davidson.

Com um depósito para 12 litros e o itinerário todo desenhado para parar sempre perto de uma estação de combustível, estava mais que entusiasmado para a minha primeira grande viagem.

A minha primeira mota e primeira transformação!

A minha primeira mota e primeira transformação!

A segunda transformação na minha primeira mota. Uma espécie de Café Racer/ Brat/ Bobber.

A segunda transformação na minha primeira mota. Uma espécie de Café Racer/ Brat/ Bobber.

Ana Pina

Com as viagens que fui fazendo com a minha sportster e conhecendo este meio, fui chegando à conclusão de que ainda não tinha “a minha menina”, ou seja: apesar de adorar a minha Iron, achei que me tinha precipitado na Harley.

Para quem percebe, uma softail é bem maior que uma sportster e ambas têm finalidades diferentes, bem como estilos de clientes também diferentes. Apesar de não partilhar da mesma opinião, dizem as marcas que uma mota como a sportster é mais citadina que uma softail.
Ora, aqui depende tudo da forma como andamos no trânsito e como queremos fazer uma viagem.

Tudo se arruma e se resolve para tornar a viagem mais agradável, seja ela de casa para o trabalho ou para Roma, como queria fazer. Por isso a razão pela qual queria uma Harley maior não se prendia com estas características. E sei do que falo porque ja fui até Barcelona e Biarritz
na minha sportster e, sendo um “Cavalo de Pau” ( baixinha e com pouco cursor de amortecimento), ia até ao fim do mundo se precisasse.

Mas voltemos ao assunto que me levou a escrever este texto: as várias transformações que esta Harley sofreu nas minhas mãos.

Não há ninguém - nem acredito que haverá - que diga que, a partir do momento em que começa a transformar a sua mota, não voltará a transformá-la.

Acredito que essa transformação, quando feita com o coração e não com a necessidade egocêntrica ou narcisista de mostrar algo, nunca estaria terminada porque, tal como acontece com os seres humanos, estamos sempre em constante mudança, física e psicológica. Para mim a transformação baseia-se nesse princípio. Sendo ela, a mota , uma extensão de nós, então que se adapte a essa evolução.

Claro que isto não se aplica na íntegra a todos os trabalhos de costumizacão, mas é apenas mais uma visão daquilo que eu considero a essência do “Custom Made”.

A primeira. Assim que ficou preparada, fiz 350 km, sem nunca ter experimentado algo assim.
Tudo bem que comecei na minha Iron, já toda transformada e apelidada de “Cavalo de Pau”, mas esta, a 13, era a besta das bestas. Um motor S&S 1700cc com 120 cavalos, 5 mudanças onde cada uma parecia um “coice de uma burra” e um pneu 230 atrás. Foi nessa altura que me fiz a Roma, logo a seguir aos 350km.

Em baixo podem ver uma entrevista que dei para a Motociclismo.

A segunda.

A partir do momento em que se entra neste mundo, o verdadeiro desafio é parar de transformar e achar que está bom. Pois!
Antes de mudar para este guiador, já tinha experimentado três (dos quais, infelizmente, não tenho fotografias).

1 / 7

2 / 7

3 / 7

4 / 7

5 / 7

6 / 7

7 / 7

Das fases mais bonitas que tive com esta menina.
Tudo assentava que nem uma luva!
Mas…

…acabou por ficar assim. A minha última transformação. Voltei a ao braço oscilante original mas cortado à medida para ela.
E se fica por aqui?
Pois é…..

De referir que a grande maioria das transformações foi feita na Motobel.