Crónicas do Fidalgo

Experiências

Optimistas vivem mais!

Não sou eu que o digo, é um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, citado pelo Observador

Parece que as pessoas mais optimistas têm uma maior probabilidade de viver mais tempo - para lá dos 85 anos -, pela tendência que apresentam para seguir um estilo de vida mais saudável.

Os resultados do estudo sugerem que o optimismo “está especificamente relacionado com um tempo de vida 11% a 15% mais longo, em média” e “maiores probabilidades de alcançar a longevidade excepcional. Isto é, viver até os 85 anos ou mais.”

Os resultados foram frutos de outros dois projectos.

Num deles, investigadores acompanharam um grupo de quase 122 mil enfermeiras durante uma década e recolheram centenas de dados relacionados com a saúde destas profissionais. Noutro, durante o mesmo intervalo de tempo, cientistas analisaram a relação entre a idade e vários problemas de saúde, numa população de 2.300 homens, na sua maioria veteranos da II Guerra Mundial ou da Guerra na Coreia.

Para averiguar o impacto do optimismo na esperança de vida os investigadores deste novo estudo procuraram o mesmo grupo de enfermeiras, em 2004, e acompanharam-nas até 2014. As mulheres foram divididas em quatro grupos, após a avaliação feita pelos cientistas, como explica o The Guardian. Depois, analisaram a longevidade das mais optimistas e das menos optimistas, sempre tendo em conta factores como idade, sexo, raça, nível de educação, tendência para a depressão, entre outros problemas de saúde.

O grupo de homens já tinha sido avaliado entre 1986 e 2016, relativamente ao seu optimismo.

Os resultados foram semelhantes, para homens e mulheres: entre as enfermeiras, as mais optimistas pareciam ter uma longevidade 15% superior do que as menos optimistas. Já entre os homens, essa percentagem era de 11%.

Mas porquê? De acordo com os autores do estudo, a explicação poderá estar no facto de as pessoas mais optimistas terem tendência para comer melhor, praticar mais desporto e evitar o consumo de álcool e tabaco. Ainda assim, são precisas mais investigações para se chegarem a conclusões concretas. Isto porque a amostra analisada era, na sua maioria, caucasiana e poucos tinham uma baixa qualidade de vida, o que pode influir nos resultados.