Crónicas do Fidalgo

Experiências

10 coisas que não sabiam sobre música

São músicas que fazem parte da nossa vida e que, por vezes, têm na sua origem histórias que nem imaginávamos! Músicas que foram inicialmente rejeitadas, escritas para outra pessoa, músicas cujas letras têm significados escondidos…

Partilho convosco algumas curiosidades que descobri:

1. “I Don’t Want to Miss a Thing”, dos Aerosmith, foi inicialmente escrita para a Celine Dion

A banda sonora do filme “Armageddon”, de 1998, teria sido bastante diferente pela voz da diva canadiana.
Como o filme tinha como uma das protagonistas a filha de Steven Tyler, Liv, os Aerosmith ficaram de escrever uma música para a banda sonora. Mas o tempo escasseava e a criatividade também, por isso, acabaram por escolher uma música escrita por Diane Warren para Celine Dion!

Entretanto a música “I Don’t Want to Miss A Thing” chegou a número 1 no tops da Billboard, foi nomeada para um Óscar e tornou-se num dos maiores hits dos Aerosmith.

2. “Gettin’ Jiggy Wit It” foi co-escrita por Will Smith… e Nas!

É uma das músicas mais divertidas do Will Smith e foi co-escrita por um dos nomes de maior peso no hip-hop, Nas.
“Jiggy” trouxe o “Fresh Prince of Bell Air” the volta à ribalta da música e o álbum “Big Willie Style” vendeu mais de 6 milhões de álbuns. Graças a ele, Smith conquistou o seu quarto Grammy.

Quanto a Nas, escreveu algumas das músicas mais respeitadas do hip-hop, mas a “Gettin’ Jiggt Wit It” não o ajudou a conquistar um Grammy - apesar de ter sido nomeado mais de 10 vezes.

Bruce Springsteen - Born In The USA alternate cover

3. “Born in the U.S.A.”, de Bruce Springsteen, parece uma música patriótica! Mas não é!


Na verdade é um hino anti-americano sobre a Guerra do Vietname. Apesar de ser um hit nos festejos do 4 de Julho (Dia da Independência dos EUA), é uma balada anti-americana sobre a raiva que Springsteen sentia em relação ao tratamento que o Governo deu aos veteranos da Guerra do Vietname. “Quando pensamos sobre todos os jovens, homens e mulheres, que morreram no Vietname, e em todos os que morreram desde que regressaram, temos de pensar que, na altura, o país se aproveitou do seu altruísmo”, contou à Rolling Stone.

A canção tem sido mal interpretada por muitos e Springsteen chegou, inclusivamente, a pedir ao Presidente Regan para parar de usá-la como hino patriótico durante a sua campanha de re-eleição, em 1984.

Bem ou mal compreendida, “Born in the U.S.A.” tornou-se álbum de platina e já vendeu mais de 15 milhões de cópias!

4. “Nothing Compares 2U”, de Sinead O’Connor, foi escrita por Prince!

O´Conner fez da música um sucesso global, mas só conheceu o seu autor depois do lançamento da música. “Não nos entendemos propriamente bem”, disse Sinead numa entrevista. “Mas é melhor deixar isso no passado”, confessou. A música, que continuou a ser interpretada por Prince durante muito tempo, acompanhada por um vídeo simples mas memorável, tornou-se platina e afirmou o nome de O´Connor na indústria.

5. Otis Redding já cantava “R-E-S-P-E-C-T” antes de Aretha Franklin

É uma das músicas mais simbólicas do empoderamento feminino de todos os tempos e conhecemo-la melhor na voz de Aretha Franklin. Mas “R-E-S-P-E-C-T” foi cantada originalmente por Otis Redding. Entretanto a voz e o tom de Aretha Franklin deram um novo significado e força à música, que se tornou num hit número 1 da cantora e ficou em 5º lugar no ranking “As 500 Melhores Canções de Todos os Tempos” da Rolling Stone.

6. “Sweet Child o’Mine”, dos Guns N’ Roses, foi escrita em… 5 minutos!

Foi criada quase que num improviso da banda Guns N’ Roses e tornou-se numa das grandes referências do rock. “Era um padrão interessante”, contou Slash à Rolling Stone. “Nunca pensei que se iria tornar numa música!” Como se não bastasse, o vocalista Axl Rose escreveu a letra e completou a música em 5 minutos, depois de ouvir a guitarra a tocar num outro quarto. "Sweet Child o' Mine" ficou durante 24 semanais nos tops, chegando a ser número 1, o que não é nada mau, tendo em conta o tempo que demorou a compor!

7. O significado de “I Shot The Sheriff”, de Bob Marley, não é NADA o que estão a pensar!

Se lhe perguntassem qual o significado desta música, o que responderia? Provavelmente, estaria longe da palavra “contracepção”. Mas é essa a resposta certa.
Marley era contra o uso de contraceptivos, considerando-os um sacrilégio, e acabou por criar alguma aversão em relação ao médico que os prescreveu à sua namorada.
O médico acabou por se tornar num xerife e a música “I Shot The Sheriff” atravessou gerações.

8. “Every Breath You Take” dos Police parece romântica, não é?

Sim, a melodia pode ser romântica, mas o tema é vigilância e controlo. Quando o vocalista a escreveu estava a lidar com problemas de ciúmes e obsessão, durante o colapso do seu casamento. “Eu acho que a música é muito, muito sinistra”, contou Sting à BBC.
Apesar do seu verdadeiro significado, muitos interpretam a música como sendo um clássico romântico. E é um dos temas mais rentáveis de sempre, para o Sting, pela qual recebe cerca de $730,000 por ano!

9. “Smells Like Teen Spirit”, dos Nirvana, tem nome de desodorizante de adolescente!

Foi um título acidental. A música mudou o mundo para sempre e marcou o Grunge, mas o seu nome tem origem num desodorizante para raparigas adolescentes.
Katherine Hanna, vocalista da banda Bikini Kill (e colega da namorada de Cobain na altura) escreveu as palavras na parede de Cobain como uma brincadeira, alegando que ele cheirava ao desodorizante feminino “Teen Spirit”.
Cobain tomou-a como uma frase rebelde e transformou-a num título de uma música, que contribuiu para que o álbum “Nevermind” vendesse 30 milhões de álbuns no mundo inteiro.

Paul Bergen

10. “Jeremy”, dos Pearl Jam, é sobre um tiroteio numa escola

O álbum de estreia dos Pearl Jam, “Ten”, tem em “Jeremy” uma história retirada directamente de um jornal. “O Ed [Vedder] estava a ler um jornal quando começámos a trabalhar na música, controu o baixista Jeff Ament no documentário de 2011 “Pearl Jam Twenty”. “Basicamente ele escreveu uma letra inteira baseada num artigo de jornal”.

A notícia que inspirou Vedder era sobre Jeremy Wade Delle, um rapaz de 16 anos, do Texas, que se suicidou com um tiro em frente aos seus colegas de escola. A música deu depois aso a um videoclip controverso, que ajuda o álbum “Ten” o 22º a alcançar a venda de 10 milhões de exemplares.