Crónicas do Fidalgo

Experiências

Pelos oceanos, parem de chupar!

É uma afirmação arrojada, eu sei. Não é minha, mas subscrevo: trata-se do claim de uma campanha brasileira contra a utilização de palhinhas de plástico. "Todo o mundo chupa" - e mesmo quem diz "que não chupa, já chupou". Mas, pela preservação dos oceanos, isto tem de acabar, alerta o vídeo suportado pela hashtag #ParedeChupar. O movimento espontâneo, inspirado no norte-americano #stopsucking, lança o apelo: "Chega de sugar o planeta".

Sabiam que, se não fizermos nada, em 2050 vai existir mais plástico no mar do que peixes?

Mas estamos a caminhar no sentido da mudança. Na semana passada a União Europeia chegou a um acordo, em Bruxelas, para a proibição - já a partir de 2021 - de plásticos de utilização única. Estamos a falar de objectos como cotonetes, talheres de plástico e palhinhas que contribuem - e muito - para a poluição dos mares. A proibição centra-se na categorias de produtos que representam 70% dos detritos que poluem oceanos e praias!

Em comunicado, o Conselho de Ministros do Ambiente da UE reforça: “O lixo marítimo é um problema global cada vez maior".

De referir que o acordo tem ainda de ser formalmente ratificado pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu. Espera-se que este processo esteja concluído até à Primavera de 2019, para que possa entrar em vigor em 2021.

Relativamente a outros produtos de plástico de utilização única, o Parlamento Europeu aprovou em Outubro uma proposta de Bruxelas que estipula que os Estados-membros devem tomar medidas para uma redução ambiciosa de, pelo menos, 25% até 2025.
Estamos a falar de caixas para hambúrgueres, saladas e sanduíches, recipientes para legumes, frutos, gelados e sobremesas.


Os 28 Estados-membro devem ainda garantir a recolha selectiva e a reciclagem de, pelo menos, 90% das garrafas de plástico descartáveis, até 2025.

Relembro ainda uma campanha cabo-verdiana muito interessante sobre a poluição marítima. Porque é melhor ter peixe no mar do que plástico, certo?