Crónicas do Fidalgo

Closet

Bangulê: diferenças que contagiam!

Gosto de partilhar exemplos de empreendedorismo. Conheci a Sílvia Almeida, da equipa de styling da SP Televisão, e fiquei surpreendido quando soube da sua "aventura": a Bangulê. Uma marca de camisas de homem, mulher e criança que se inspira no indivíduo e nas suas particularidades em vez da massificação do produto. Sei que, nos dias de hoje, o mercado global alinha nestes dois compassos tão diferentes. Mas acredito no equilíbrio entre individualidade e massificação. Cabe a cada empreendedor escolher o caminho a seguir, para ganhar mais ou menos.

A Sílvia uniu forças com uma amiga de longa data, com quem costuma trabalhar em figurinos (sobretudo para televisão) e, juntas, criaram a Bangulê que, como as próprias definem, "aposta numa diferença contagiante".

"Muitas vezes, enquanto preparamos uma produção, sentimos dificuldade em conseguir camisas que primem pela diferença, sobretudo para homem, onde continua a haver uma lacuna. Assim surgiu a ideia de criar a Bangulê. Queríamos uma marca que apostasse nessa diferença, quer ao nível de padrões quer da confecção." As peças estão a anos-luz do minimalismo. São diferentes, coloridas, vibram. Quase que dançam!

"As nossas camisas não são produzidas em série, mas sim num sistema de manufactura, uma a uma, com modistas que trabalham connosco."
Os tecidos, esses, são portugueses e muitas das peças são únicas. "Esta é a nossa maior dificuldade, conseguir os tecidos portugueses. Cada vez se produz menos no nosso país!"

Nos dias que correm, em que tudo se move em massa, as criadoras da Bangulê querem que as suas camisas "imprimam personalidade e que se tornem únicas para quem as veste". É por isso que não repetem padrões! "Queremos que se torne numa peça que traga alegria a qualquer guarda -roupa!"

Por enquanto, a Bangulê não tem ponto de venda físico. A marca é recente e podemos conhecer as suas peças através das redes sociais. O sonho já o concretizaram. Agora, é fazê-lo crescer!

A nossa sociedade está a trilhar um caminho em que o materialismo está associado ao bem-estar. Mas temos, antes de tudo, de perceber o que realmente nos faz felizes.

Meus amigos, “Customize your life and feel the difference”!